domingo, 27 de novembro de 2016

Em noite memorável e de teste para cardíaco, basquete masculino da UFC vence a Unichristus nos segundos finais

Teste para cardíaco. Dessa forma se pode descrever a partida de basquete masculino entre a UFC e a Unichristus, realizada na noite de sexta, 25/11, na quadra do CEU, pelo torneio da Federação Universitária Cearense de Esportes (FUCE). A partida foi eletrizante e definida apenas nos segundos finais, com uma virada emocionante, como o basquete pode proporcionar. O time da UFC mostrou determinação, acreditou até o último instante e seu técnico, Tancredo Menezes, armou uma estratégia que em segundos mudaria a história do jogo.

O time da UFC ficou quase todo o jogo atrás no placar, com uma desvantagem que oscilava, entre seis pontos, sete, chegou a ficar em dez e até quatro, a menor registrada. O time da casa perdeu os três quartos iniciais para a Unichristus. No primeiro pelo placar de 11 x 10, no segundo por 15 x 10 e no terceiro por 16 x 15. Mas as emoções de tirar o fôlego estavam reservadas para o quarto final. Aí o jogo ganhou uma alta voltagem e uma descarga de adrenalina tanto para quem estava em quadra, quanto para quem estava no banco e na plateia.

Faltando apenas 47 segundos para o final do jogo, o placar apontava UFC 50 x 58 Unichristus. Uma vantagem de difícil reversão, mas não impossível. E foi apostando nisso que Tancredo e seus comandados apostaram. A UFC converteu um arremesso de três pontos, diminuindo a diferença para cinco pontos: 53 a 58. Além dos cinco pontos, o adversário ainda tinha a posse de bola e 24 segundos para trabalhar a bola e administrar a vantagem.

A Unichristus, entretanto, optou pelo ataque, o arremesso deu rebote, que ficou com a UFC. Num rápido contra-ataque o time da casa fez mais dois pontos, baixando para três a diferença (55 a 58). Para esfriar o ímpeto da UFC e parar o jogo, o técnico da Unichristus pediu tempo, quando faltavam 20 segundos para o término da partida. A estratégia, entretanto, não surtiu efeito.

No tempo técnico, Tancredo mandou que sua equipe marcasse pressão na quadra inteira. A Unichristus ainda tinha a vantagem da posse de bola, saindo para o ataque, mas num erro, a bola saiu na lateral, indo a posse de bola para a UFC. Na reposição de bola e mais um ataque rápido, o time da UFC converteu arremesso de dois pontos, diminuindo para apenas um ponto a diferença (57 a 58).

Faltavam 14 segundos apenas para o final da partida quando Tancredo resolveu dar a cartada final. Pediu tempo técnico, reuniu seus atletas e traçou uma estratégia para que a bola sobrasse para o atleta com melhor aproveitamento de arremessos de três pontos, Orcílio. A jogada traçada pelo técnico deu certo, a estratégia armada surtiu efeito, a bola chegou em Orcílio que converteu um arremesso de três pontos, colocando a UFC em vantagem no placar (60 a 58).

Competência do técnico Tancredo e aplicação dos atletas foram decisivas para a vitória
Faltavam, ainda, 12 segundos para o final da partida. Era preciso apertar a marcação, não fazer falta, defender-se e evitar tomar cesta. Novamente o time da UFC mostrou competência e seguiu a risca o roteiro, mantendo a vantagem e conseguindo a vitória. A vibração foi intensa dentro e fora da quadra. A tensão e o nervosismo da torcida explodiram em festa. Foram 47 segundos de muita apreensão, expectativa de todos, mas também de muita determinação, aplicação do time em quadra. Atletas, técnicos e torcida estavam visivelmente emocionados ao apito final.

Parece que para nós nada pode ser tranquilo ou até mesmo menos complicado. Contudo, a vitória ou uma conquista tem um valor diferenciado. Faltando 47segundos perdíamos o jogo por 8 pontos. Conquistamos a vitória. Apesar da vitória, muitas coisas para corrigir, mas o primeiro passo nesse processo de renovação da equipe da UFC foi dado. Muito trabalho e dedicação pela frente”, destacou o técnico Tancredo Menezes, que nessa noite memorável contou não apenas com sua competência e aplicação dos atletas, mas a torcida da pequena Maria Luíza, sua filha que acompanhou a vitória do pai das cadeiras da quadra do CEU.

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